Quando o Wokismo morde a própria cauda

Quando o Wokismo morde a própria cauda

Cláudio Rubiliani

Bióloga, membro do Observatório da Pequena Sereia.
O exemplo de uma atriz trans cuja carreira entrou em colapso após a descoberta de comentários considerados racistas e islamofóbicos revela as contradições do wokeismo. Claudio Rubiliani traz à tona a interseccionalidade, uma ideologia incoerente e autodestrutiva, ridicularizada por seus próprios excessos.

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Quando o Wokismo morde a própria cauda

Hollywood estava em transe. Os Césares já estavam tremendo. É isso! Uma transexual vai levar todos os prêmios de melhor atriz. Como se, para a ocasião, uma estatueta hermafrodita não tivesse sido lançada para o Oscar. O hipócrita círculo interno americano se vingou depois do tapa eleitoral. Ah! Esses caipiras, essa população sem educação que não entendeu nada sobre tudo incluído ! A interseccionalidade tem um problema com as pessoas? Devemos considerar a dissolução do povo.

Ela já havia recebido a Palma de Ouro em Cannes, mas desta vez é a cereja do bolo! Esse rapaz, ou, desculpem, esse Gascón, meteu o pé na bola (requentou, claro). Colidir! A exumação de tuítes antigos foi suficiente para quebrar o ícone… e expor as contradições do wokeness. Que Gasconadas nossa Karla Sofía ousou cometer? Nada menos do que comentários considerados racistas e, um crime grave, islamofóbicos (uma bela confusão entre raça e religião). Não contente em revelar que "o mártir negro" George Floyd era "um viciado em drogas e um bandido", ela zombou da foto de uma mulher totalmente velada, declarando que "o islamismo [era] maravilhoso, desprovido de qualquer machismo". E, no final da mensagem, que estava "se tornando um foco de infecção para a humanidade que precisa ser tratado urgentemente". Tocar !

Imediatamente, o musical Emília Perez deu lugar à dança dos hipócritas. A infame Karla Sofia havia se tornado Carlos novamente (não como o terrorista pago pelos islâmicos e venerado pelos maiores idiotas do islamo-esquerdismo... mas um Carlos odiado). A Netflix chegou lá cancelamento da estrela, estrela cadente. O diretor Jacques Audiard — certamente não em nome de seu falecido pai, mas sim do espírito sagrado (ou do peito) de César — ​​corajosamente renegou sua atriz principal. O filme, que havia recebido 13 indicações, havia perdido todas as chances no Oscar. Treze à mesa: não procure mais por Judas. Tolo: foi sua parceira feminina, Zoé Saldana, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. N / D ! E para os Césares, tudo para Audiard, Gascón no armário.

Essa palhaçada é acima de tudo um símbolo da incoerência inerente às teorias interseccionais. Judith Butler, a alta sacerdotisa do gênero, já nos deu um exemplo flagrante disso ao combinar antirracismo aberto, racialismo declarado e antissemitismo patente. Naufrágio intelectual nauseante. Ativistas transafirmativos que impõem cursos de "reeducação", excluindo homossexuais de suas associações LGBTQIA+++ (nunca podemos enfatizar o suficiente o absurdo dessa sigla-amálgama) quando não os atacam chamando-os de "terfs", também nos esclareceram sobre os erros e inconsistências do wokeismo. E o que dizer da estupidez desses mesmos ativistas que se manifestam em apoio ao Hamas... quando sua expectativa de vida seria extremamente limitada se tivessem a – má – ideia de pisar na Faixa de Gaza?

O que lembrar desta tragicomédia gascón(e)? Então aqui está, essa consciência que nasceu, atingiu o auge, cruzou o limiar do ridículo. Esperemos que ele recue e se reduza a um pequeno cocô e finalmente se livre da história!

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Cláudio Rubiliani

Bióloga, membro do Observatório da Pequena Sereia.

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