Chantal Delsol: “Essas diferenças culturais radicais que opõem a China e o Ocidente”

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Chantal Delsol: “Essas diferenças culturais radicais que opõem a China e o Ocidente”

Saiba Mais  Reservado aos assinantesTRIBUNA – O filósofo analisa os comentários do embaixador chinês na França, que questionou a soberania da Ucrânia e dos países da ex-URSS e descreveu os massacres sob Mao como “narrativas”. Palavras que parecem legitimamente chocantes, mas que fazem parte de uma lógica específica da China que, muitas vezes, escapa aos ocidentais, explica ela. O embaixador chinês em França, Lu Shaye, provocou uma onda de indignação ao negar a soberania dos países resultantes da URSS, ao lamentar que o Ocidente estivesse a “bilhar” nas fronteiras pós-soviéticas, ao apontar os massacres sob Mao como “releituras”. As críticas foram tão fortes e numerosas que a China teve de desmentir os comentários do seu embaixador sobre a soberania da Ucrânia. Não há dúvida de que o embaixador chinês é um dos elementos radicais: ele próprio afirma pertencer aos “lobos lutadores” que vêm em auxílio da pátria contra as “hienas loucas” que atacam a China. Estas imagens poéticas retiradas do vocabulário animal, tipicamente chinês, fazem com que já não se trate de fingir ou de fazer acreditar - que somos democratas, que acreditamos nos direitos humanos -, como a diplomacia chinesa já o faz há demasiado tempo. Mas mostrar claramente as próprias convicções e depois realizá-las, se necessário, pela força. O Ocidente está chamando… Este artigo é apenas para assinantes. Você ainda tem 86% para descobrir. 

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TRIBUNA – O filósofo analisa as declarações do embaixador chinês em França, que questionou a soberania da Ucrânia e dos países da ex-URSS e descreveu os massacres sob Mao como “narrativas”. Palavras que parecem legitimamente chocantes, mas que fazem parte de uma lógica específica da China que, muitas vezes, escapa aos ocidentais, explica ela.

O embaixador chinês em França, Lu Shaye, causou uma onda de indignação negando a soberania dos países resultantes da URSS, lamentando que o Ocidente “chicana” nas fronteiras pós-soviéticas, designando os massacres sob Mao como "fofoca". As críticas foram tão fortes e numerosas que A China teve que rejeitar as palavras do seu embaixador sobre a soberania da Ucrânia.

Não há dúvida de que o embaixador chinês é um dos elementos radicais: ele próprio afirma pertencer ao “lutar contra lobos” vindo em auxílio da pátria contra o “hienas malucas” que atacam a China. Estas imagens poéticas retiradas do vocabulário animal, tipicamente chinês, fazem com que já não se trate de fingir ou de fazer acreditar - que somos democratas, que acreditamos nos direitos humanos -, como a diplomacia chinesa já o faz há demasiado tempo. Mas mostrar claramente as próprias convicções e depois realizá-las, se necessário, pela força. O Ocidente chama…

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